Vejo as pessoas "amando" muito rápido e por isso sou acusado de insensível.
Não amar rápido, fácil e superficial não significa ser insensível, o amor não nasce com a rapidez de relâmpago, ele se constrói e se lapida no espaço/tempo. Ser sensível é perceber, ouvir e ver as coisas com dois olhos; um do coração e outro da experiência..
A grande crise pela qual passam os relacionamentos hoje, é justamente por isso (Amar rápido e fácil). Quando se "ama" rápido, se esquece rápido. As relações são construídas (sem perceber) em alicerces de areia muito sutis e as "erosões" da vida destroem com muita facilidade os "castelos" que as pessoas criam para abrigar uma "coisa" abstrata que tentam viver, sem conhecer sua verdadeira essência.
Muito já me acusarão de inconstância e insensibilidade, já me disseram que nunca conheci o amor, que sempre fechei minha porta para ele, sempre o deixei dormir na chuva, que sou incapaz de amar de verdade, que sou aventureiro e andarilho pelos labirintos da vida etc.. etc e tal.... Pode ser que sim, em ALGUNS casos eu até concordo plenamente. Já errei (Se é que foi erro) muito, e muitas vezes fui ao encontro desse “erro” (De propósito) para me sentir humano de verdade e conhecer meus limites, mais isso não me deixou insensível quanto ao amor, pelo contrário, foram com meus “erros” e minha subjetividade que pude enxergar com mais clareza esse conflito existente entre a razão/emoção/amor/paixão que atormenta o ser humano.
O grande erro das pessoas (Não todas) está no fato de verem as relações e a vida de forma muito “romântica”, penso diferente, eu procuro ver e tratá-las com os olhos da realidade, sem platônismos exagerados. Devemos construir castelos? Sim!Porém que os criemos sem nunca os colocar como nosso maior patrimônio (Pelo menos enquanto o mistério não nos for revelado). Alguém já disse que os “amores” sempre vão, mas que a gente fica (É uma meia verdade).As pessoas perdem “amores” e se decepcionam?Sim, é natural! O ser humano (Demasiadamente humano) está sempre caminhando pela estrada que acredita ser a da felicidade plena, mas esquece que muitas vezes nesse caminho encontrará pedras, e quando as encontra não quer aceita-las(Daí vêem as decepções), não quer entender que nessa estrada subjetiva da vida existem coisas que não temos o privilégio de decifrá-las. Talvez o ideal seja viver o que se tem a ser vivido, sem medo de errar, isto é, aceitar o “erro” com naturalidade e como conseqüência de uma vida de verdade .
Se meu escrito não tiver validade, é porque eu não sei AINDA o que são relacionamentos superficiais. Um dia aprendo...
2 comentários:
Nossa amigo adorei mesmo este artigo, foi você que fez? Legal demais me encontrei em algunhs trechos. parabéns.
nossa meu bem esse artigo mim fez navegar em alguma prte da minha vida passada eu mim indentefiquei muito obrigado por mim fazer enchergar isso!!
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