terça-feira, 6 de setembro de 2011

Viva a DEPENDÊNCIA do Brasil


Nesse Sete de Setembro a nossa agenda estará cheia de patriotismo, dia de glórias, de heroísmo, de bravura, o famoso dia da “Independência”. Gostaria de trazer outra proposta, é à hora de repensarmos a nossa História. Como disse certo historiador: “Há, na verdade, duas histórias. Aquela que é feita para agradar a príncipes e reis, que transforma heróis em traidores e vice-versa”. De início, chamaremos aqui a atenção para a independência propriamente dita. Tendo em vista que ela já começou errada, na verdade, esse trecho do hino nacional não é bem a realidade, “o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante”. Pode até ter brilhado naquele instante, mas sem muitos méritos, haja vista que D. João VI voltou a Portugal, levando tudo que havia nos cofres do Banco do Brasil e deixou a terra sob o poder do seu filho “Pedrinho I”, como garantia do seu domínio e já com a intenção de recolonizar todo o Reino Unido, do qual fazia parte o Brasil.

Sem dinheiro, sem nada, com apenas uma “independência” que saiu de um grito fingido, de um “arrumado” político, tivemos que inaugurar aquilo que traz hoje o nome de Dívida Externa, visto que para Portugal aceitar a nossa independência, foi necessário ser pago uma indenização, o que nos custou um empréstimo de dois milhões de libras esterlinas aos banqueiros de Londres, em contrapartida, passamos a súditos econômicos da Inglaterra, grande potência da época.

Porém, todo esse “Jeitinho Brasileiro” não nos assusta, nossa história sempre foi contraditória, quase sempre (ou sempre) ouve interesses elitistas por trás de movimentos nacionais (Independência, Proclamação da República...), como conseqüência, herdamos um Brasil dominado por uma mídia alienante, nunca defendendo interesses plurais, mostrando uma imagem distorcida da realidade. Vendem “O País do futebol”,O País do carnaval”, exaltando ambos a tal ponto que, é como se fossem algo vantajoso para o povo, para a grande massa de degredados que existe nesse país, em 2014 sediaremos (mesmo sem estrutura) uma Copa do Mundo , milhões sairão dos cofres públicos e da boca do povo para a imensas arenas (estádios) que serão construídas para aglomerar uma grande massa de burgueses e pequenos burgueses saltitantes ao som das chuteiras de Neymar e companhia.

Na outra esfera deste Brasil as avessas, nossas escolas e hospitais públicos estão sucateados, fazer saneamento básico não “compensa”, porque fica soterrado e bem longe dos olhos do povo e não “dá voto”, não existe de fato, preocupação com a diminuição da desigualdade social, nem com o sistema educacional, mas porque isso? Porque povo bom para política é povo burro e com fome. Parece até que as mazelas que assombram e assolam a população não-privilegiada , são projetos elaborados pelos “Tiriricas” que infestam a política nacional. Moro no Brasil e me sinto na Roma antiga, no epicentro do império do Pão e circo.

Que País é esse cheio “absurdos normais”? Onde a mídia e os governos divulgam crescimento econômico, educacional e social em um dia e, no outro nos são apresentadas crianças marginalizadas, pessoas sem teto, sem pão e sem chão, adolencentes nas ruas transformando-se em proficionais do tráfico? A corrupção está no DNA desse país, parece ser histórica e cultural. Mensaleiros brincam com a cara da população, tudo acaba em pizza e o povo nao enche a barriga, Governador sai do palácio direto para a cadeia...

Não se sabe onde a mais sujeira, se nas favelas ou no próprio Congresso Nacional, uma Constituição que temos, parece ser “cor-de-rosa”, pois o que vemos nela é lindo, ( lendo o art. V dá até vontade de chorar de emoção) como direitos iguais para todos sem distinção de cor, status... etc bla´,blá, blá e tal... limita-se porém, apenas ao papel.

Diante disso apresentado, nós só temos certeza de uma coisa, a terra é adorada, amada, idolatrada por nós e pelos visíveis exploradores. Contudo, na hora do “... Salve! Salve!”, ninguém quer salvar o Brasil. Só uma coisa haveremos de aplaudir: O Brasil ainda é o “Gigante pela própria natureza”.

César Amorim...

Estudante de Direito

César.c.a@hotmail.com

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom esse comentário César, mas cada representante do Povo tem o rosto do seu povo. Quis dizer, cada Povo tem o representante que merece.

CESAR AMORIM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
CESAR AMORIM disse...

É verdade companheiro (a) , infelizmente nós ( o povo) somos quem plantamos nosso fracasso, é preciso de um alto grau de compreensão e conscientização das pessoas para que comecemos a construir um Brasil sem corrupção e mais igualitário. Essa construção não se fará de uma hora para outra, e acima de tudo terá que haver um grande investimento nas bases educacionais e em uma serie de pilares bases, a coisa é muito complexa, são muitos fatores que estão em jogo para que nosso país um dia alcance o patamar de conscientização política que esperamos, fora disso, infelizmente não haverá progresso.



Abraço.