quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Conversa íntima com o satélite natural...

Obs: Nem todos que lêem entendem, nem todos... É preciso saber os pormenores ... É necessário sentir o nectar para contemplar a verdadeira essência e cheiro das flores...

A você que me ouviu e comigo dividiu seu tempo quando precisei conversar; A você que tem participação especial e é cúmplice das primeiras páginas dessa história; A você corpo celeste que até aqui iluminou e iluminará este caminho que resolvemos seguir de mão e sentimentos conjuntos; A você que sempre teve algo a me dizer, embora nem sempre eu tenha conseguido entender; A você que me disse que valeria a pena insistir e acreditar na construção desse sentimento; A você que me disse “não pare, siga, cultive...”; A você testemunhou de “camarote” o primeiro beijo e o primeiro abraço; A você satélite natural , somente a você que sabe do que estou falando, porque a ti revelei meus segredos e mistérios; A você astro confidente, minha gratidão...

- O começo do começo...

Em uma das madrugas subi até a lua para desopilar....

Em uma madrugada de quarta feira as 2 e 15 da manhã, depois de terminar de preparar um seminário, o cansaço já é visivelmente percebido pela fragilidade de nosso corpo, porém os olhos estão secos e cansados de esperar que o sono apareça , sem porém dele receber resposta, me parece que hoje não dará o famoso “ar da graça”. Nesse instante me vem na mente muitas coisas, à vontade e a necessidade de escrever algo é visível dentro do meu íntimo, os pensamentos navegam como caravelas no imenso mar da insônia, caravelas que precisam do sobrar da inspiração para que não naufraguem no vago dessa madrugada gelada e muda.

Começo a refletir sobre os últimos acontecimentos. É inevitável que entre os caminhos dessa reflexão, não me apareçam os olhos e o sorriso lindo de uma pessoinha que esta lendo esse texto. É, é você mesma, não fique surpresa, apenas me acompanhe nas entrelinhas, não é nada de mais, simplesmente vou lhe contar uma coisa. É que eu tenho uma amiga confidente, e ela se chama Lua, as vezes gosto de conversar com ela, conto tudo de especial que acontece na minha vida, sobre aquilo que me marca, que me faz ver a vida de forma mais bela etc. e tal..... Sabe querida, eu e ela nós relacionamos muito bem e nos fazemos companhia nos momentos de reflexão, de solidã. Comentei com ela sobre você, sobre sua pessoa, sobre seu jeito simples e meigo, sobre sua forma educada de tratar as pessoas, sobre sua forma linda de falar correto, sobre como te conheci, sobre o que você faz, sua dedicação e empenho sobre aquilo que se propõe a fazer. Contei a ela também que você é a historiadora do jeitinho mais cativante que já conheci, que desde o primeiro dia em que tive contato com você, percebi que tinha um diferencial: um brilho diferente, um toque a mais ou uma pitada rara de singularidade.

Contei que fazíamos faculdade no mesmo corredor da Universidade e que às vezes eu ficava “pastorando” você passar na expectativa de arrancar um sorriso ou somente para dar um simples “oi” e ver aquela mãozinha balançar suavemente sinalizando para mim. Comentei também que eu às vezes parecia ser orgulhoso, mas expliquei que não era orgulho, era apenas falta de aproximação (Ou de ação). Enfim, disse a Lua tanta qualidade que vejo em você, que ela começou a ficar enciumada, enraivecida, me chamou de exagerado, disse que pelo que eu havia falado, só estava faltando eu falar que você iria tomar o lugar dela nas noites estreladas. Ciúmes, ciúmes...

Nesse instante a indaguei;

- Lua, pode uma estrela tomar seu lugar?

- Ela; claro que não! Eu sou única.

- Eu; Então?!

- Ela; Desculpe, continue amigo... Mas antes me responda, porque você esta me contando isso? Afinal, fazia tanto tempo que não tínhamos uma conversa desse tipo, o que essa historiadora fez com você?

- Eu; Pois bem, continuando amiga Lua...

É o seguinte, estou te contando sobre essa pessoa porque há alguns dias recebi dela uma ligação muito agradável, confesso que não esperava, fazia muito tempo que eu não tinha contato com a mesma, sabia apenas que ela não estava mais em Mossoró, que já havia concluído a faculdade... Pois bem, ela me ligou , conversamos e a elogiei, pois isso é inevitável; marcamos de ir à festa e nos ver por lá. Chegando a festa, vejo o pessoal e me aproximo. É verdade que temos alguns amigos em comum, falo com todos mais não consigo desviar o meu olhar daquilo que tanto me atraia , fico inquieto, andando para um canto e para outro, ela dançava tanto, Lua, eu ali embelezado e doido pra ter alguma ação, mas nada, era um martírio sem limites ver aquela pessoinha tão próxima e ao mesmo tempo tão distante, fico somente com inveja de quem acompanhava seus passos na dança, e torcendo para que alguma luz me aparecesse. Até que em um momento da festa, um santo calo (Risos) começa a incomoda - lá e ela diz;

- Vou sentar um pouco!

Eu aproveito da “ajuda divina” e digo;

- Me leve junto contigo!

- Ela; Bora...

Pois bem, saímos à procura de um lugar para se sentar e descansar, mas como você já deve saber, minha intenção não se limitava apenas em sentar e descansar, vislumbrava ali naquela ocasião uma oportunidade ímpar de talvez ficar com aquela historiadora que tanto eu tinha apreço. Sentamos e começamos e conversar, conversa vai , conversa vem e eu tento beijá-la.

- Lua: Vixe, e ai?

- Eu; E ai que ela me nega!

- Lua ; E você desiste?

- Eu: Confesso que cogitei fazer isso, mas não tinha chegado ali pra desistir assim de primeira, algo me dizia que eu teria que beijá-la naquela noite.

- Lua; O que faz então?

- Eu; Tentei de novo ora!!

- Lua ; Deu certo?

- Eu; Deu e foi maravilhoso, aquele beijo era muito esperado, e ela beijava com uma suavidade sem igual...

Mas, continuando a narrativa, ficamos ali alguns minutos a mais e depois saímos para lanchar com o pessoal, lá na lanchonete surgem conversas interessantes, alguém na mesa propõe um tal de jogo da verdade. Ali não fico mais com ela, apenas conversamos entre todos da mesa, surgem algumas perguntas soltas para os presentes e cada um responde da sua forma, inclusive, amiga Lua, confesso que devido ao teor das conversas, gostei mais de estar ali do que da própria festa.

- Lua; Claro, você dança pouco. (Risos)

- Eu; É pode ser... Engraçadinha. (Risos)

Mas prosseguido, lanchamos e fomos todos para nossas casas, chegando em casa deito e falo com ela pelo telefone, e inclusive trocamos mensagens pelo celular antes de dormir. No dia seguinte eu iria para Antonio Martins, como você sabe Lua, tinha o cursinho para ministrar minhas aulas. Estava de coração partido em ter que ir para casa naquela sexta feira, mas parecia não ter opção, porém, de uma hora para outra resolvo mandar uma mensagem para ela dizendo que não havia viajado, depois conversamos pelo telefone, pergunto qual a “agenda” para a noite, ela me responde que irá à solenidade de formatura e que depois irá à festa, marcamos de se comunicar por lá de novo. Chegando lá ficamos mais uma vez com nossos amigos, a princípio eu não chego para ela diretamente, ficamos por ali "um lá e outro cá )... aquela coisa dissintonisada ( essa palavra existe?)... Sei que resumindo (porque afinal de contas, amiga Lua, você já deve estar enfadada de tanta conversa) , no final da festa saímos para um lugar mais reservado, confesso que eu havia bebido um pouco, lembro pouco do que conversamos, eu estava com uma dor de cabeça danada. Mas sei que o pouco tempo que ficamos ali conversamos e os lábios se encontraram novamente , já era um pouco tarde, ela resolve ir embora, procuramos um taxi e ela vai para casa, chegando em casa, me manda uma mensagem confirmando que havia chegado em paz.

Sei, Lua, que daí pra cá tivemos pouco contato, ela viajou para sua cidade e está lá na santa rotina de cada dia. Se essa história irá continuar eu não sei, isso envolve um conjunto de fatores, o que sei , minha amiga confidente, é que o trem do tempo e da vida sempre vem passando e as vezes acaba nos dando carona, e o interessante é que nesses trilhos que vamos percorrendo a gente sempre acaba conhecendo pessoas que nos cativam, que nos envolvem... E essas pessoas especiais tem o dom de nos fazerem parar para repensar ... Analisar alguns conceitos ... Nos despertando sentimentos bons, sentimentos que a ferrugem do tempo sempre demora a corroer.

E é isso lua, obrigado por me ouvir....

- Lua; De nada querido!


Obs 2: Nem todos que lêem entendem, nem todos... É preciso saber os pormenores , é necessário sentir o nectar para contemplar a verdadeira essência e cheiro das flores...

César Amorim

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